Ser bombeiro é um novo aprendizado todos os dias

Conheça a história de Douglas Rogério Zöefeld
05/02/2018

Rio Negrinho

 

 

Hoje o JP na Comunidade vai contar um pouco da história do Bombeiro Zöefeld, como é conhecido por todos na cidade. Bombeiro da reserva ele trabalhou por 27 anos, no 2º Pelotão da 2ª Companhia do 9º Batalhão de Bombeiros em Rio Negrinho. Na época em que iniciou a sua carreira nos Bombeiros, Rio Negrinho ainda não tinha uma corporação ele trabalhava em São Bento do Sul, cidade vizinha que atendia as ocorrências. Zöefeld vai contar como entrou para os Bombeiros e o que fez ele a seguir esta carreira. Conheça agora um pouco mais sobre Douglas Rogério Zöefeld.

 

 

Jornal Perfil: Quem é Douglas Rogério Zöefeld?

 

Douglas: Como todos me conhecem sou Douglas Rogério Zöefeld, mais conhecido como Bombeiro Zöefeld. Nasci em Rio Negrinho no dia 7 de novembro de 1960. Aqui formei minha família, casando com Hariet e pai de dois filhos, Wagner o qual também seguiu a carreira de Militar, hoje sendo Cabo na Cavalaria em São José e o Max, que não segue a carreira do pai, mas está cursando faculdade, também hoje sou o 3º Sargento da reserva do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.

 

 

Jornal Perfil: O que te levou a ser Bombeiro?

 

Douglas: O sonho em ser Bombeiro veio desde a infância, com meus 18 anos fui para o Exército, onde permaneci por cinco anos entrando como soldado, logo em seguida  fiz curso de cabo onde fui promovido permanecendo no batalhão. Na primeira oportunidade que tive abrindo concurso público para Bombeiro eu não pensei duas vezes e fiz o mesmo isso em 1983.

 

 

Jornal Perfil: Após o concurso como foi entrar para a corporação?

 

Douglas: Após fazer o concurso em 1983 fui aprovado entrando para o Corpo de Bombeiros em março de 1984. Neste momento senti que o sonho em Bombeiro era mais forte e me vendo dentro da corporação sabia que poderia fazer tudo para ajudar as pessoas e me agarrei com todas as forças, fazendo o curso em Blumenau no mesmo ano e logo após iniciei as atividades no Corpo de Bombeiros em São Bento do Sul.

 

 

Jornal Perfil: As atividades em Rio Negrinho iniciaram quando?

 

Douglas: Em 1991 foi criada o Corpo de Bombeiros em Rio Negrinho, que antes era uma subseção de São Bento. Inclusive sou o primeiro chefe de socorro da primeira guarnição dos Bombeiros de Rio Negrinho. Na época eu era Cabo Zöefeld e junto com os Soldados, Padilha, Luis Milton e o Paiva, todos hoje estão na reserva do Corpo de Bombeiros.

 

 

Jornal Perfil: Uma experiência que marcou sua vida nos Bombeiros?

 

Douglas: Durante os 27 anos que estive na corporação passei por muitos momentos, ruins e bons mais que não saem da memória e algumas vezes são lembrados. Mais o que me marcou foi quando fui atender uma ocorrência em São Bento no interior a menina caiu dentro de um tanque e a mãe desesperada pulou atrás e acabaram morrendo as duas. E como naquela época era diferente e não tínhamos ambulância, a menina morta veio comigo dentro do caminhão do meu lado. E eu olhando para ela enrolada em um cobertor pensei que aquele anjo vinha para me mostrar muitas coisas.

 

 

Jornal Perfil: Como iniciou a companhia em Rio Negrinho?

 

Douglas: Como naquela época éramos uma subseção de São Bento, tínhamos que nos deslocar de lá para atender as ocorrências aqui, lembrando que era apenas combate a incêndio, não havia resgate. Certo dia conversei com Valcir Senna, que era Vereador. Ele entrou com o requerimento e após aprovado começou a caminhar e em agosto de 1991 foi implantado o a companhia do 2º Pelotão do Corpo de Bombeiros de Rio Negrinho. Hoje sendo 2º Pelotão da 2ª Companhia do 9º Batalhão de Bombeiros em Rio Negrinho.

 

Mensagem final:

 

Douglas: Eu aprendi que o mais importante na vida da pessoa, é você sempre ajuda e fazer o bem. Que você ajudando a tua recompensa é o sorriso e um olhar. Quando você chega em uma ocorrência e a pessoa vê que você está ali para ajudar, isto nos conforta e ajuda naquele momento a confortar a vítima. Agradecer á todos porque sozinho nunca fiz nada nos bombeiros, sempre fomos e somos uma família e juntos temos muita força, sozinho não somos nada.