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09/08/2018

Ação criminosa na Subestação da Celesc causa prejuízo milionário

Furto de fiação de cobre cortou o fornecimento em cerca de 90% das unidades consumidoras

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Ação criminosa na Subestação da Celesc causa prejuízo milionário

Rio Negrinho sofreu um baque na última terça-feira (7). Após criminosos invadirem a Subestação da Celesc para furtarem alguns metros da fiação de cobre presente no local, o transformador que operava o sistema queimou e deixou a cidade no escuro. Do início da madrugada do dia do crime até o final da tarde de quarta-feira, cerca de 90% das unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica e, obviamente, os prejuízos deste ato de vandalismo foram observados em diversos âmbitos.

 

Ainda durante a quarta-feira (7), o Jornal Perfil veiculou em sua página no Facebook uma entrevista exclusiva com gestores da Celesc, que ainda trabalhavam para restabelecer o serviço com o mínimo de impacto possível para indústrias e residências. O chefe da Divisão Administrativa, Carlos Alberto Becker Junior, e o chefe da Divisão Técnica, Paulo Victor Trautmann, detalharam as manobras necessárias para a retomada da energia na cidade.  

 

 

Paulo explicou o que causou a inoperância da subestação após o furto. “Foram furtados os cabos do sistema de aterramento. Quando perde o aterramento, ele acaba queimando. Quando foi detectado esse problema, já não havia tempo hábil para remanejamento de carga e acabamos tendo que desligar o transformador”, contou. O chefe da Divisão Técnica explicou que a partir dessa deficiência medidas foram tomadas. “Nós passamos então a remanejar carga da subestação de São Bento do Sul [...] como a distância é grande, não conseguimos atender por completo Rio Negrinho no período da tarde, devido ao pico de consumo de indústrias, comércio e residências”, completou.

 

Indústrias essas, que tiveram papel fundamental para que a cidade não passasse a noite completamente às escuras. Após o diálogo da Celesc com estas empresas, os trabalhos - tanto em Rio Negrinho quanto em São Bento do Sul - foram cessados na produção a partir das 17 horas, possibilitando o remanejamento para outras unidades. “O apoio das indústrias em casos emergenciais possibilitou a gente deixa o maior número de unidades consumidoras ligadas”, ressaltou Carlos Alberto.

 

 

CELESC

Essa ação criminosa na Subestação refletiu em toda comunidade rio-negrinhense e, até mesmo do estado, já que somente com o transformador substituído, sem contar logística e pessoal dedicado para a operação, a Celesc arcará com cerca de R$ 2 milhões, dinheiro esse dos contribuintes, que poderia ser aplicado em educação e saúde, por exemplo. “Se você levar em consideração a quantidade de cobre que foi roubada, vendendo no mercado comum, o criminoso vai levar de R$ 400 a R$ 500”, calcula o chefe da Divisão Administrativa, lamentando a motivação banal de um ato com consequências sem tamanho.  

 

 

SAMAE

A partir da energia elétrica se realiza também o fornecimento de água, que conta com bombas elétricas para alimentar os bairros. O serviço da Samae também ficou limitado ontem e apenas nesta quinta-feira (9) deve retornar ao normal. O diretor da autarquia, Gilson Reckziegls, disse em entrevista ao JP que em certas localidades, o nível de água estava próximo de zero e pediu consumo consciente à população. “Em certos bairros o nível normal é 75 e está praticamente zerado. Pedimos que seja realizado o consumo consciente até que esteja normalizada a situação, o que deve ocorrer na manhã de quinta-feira”, falou Gilson.

 

EDUCAÇÃO

A Escola Jorge Zipperer teve que dispensar seus alunos das aulas nesta quarta-feira. A diretora Clecy Linzmeyer falou os motivos da decisão. “Ontem tivemos que cancelar as aulas mais cedo, os alunos do período da manhã foram dispensados antes e a tarde não tivemos aula. A água acabou e não tínhamos nem para lavar a louça da merenda. Sentimos que um ato de vandalismo faça com que toda a comunidade sofra com a falta de luz e consequentemente a falta de água, e esperamos que tudo se normalize o quanto antes”, disse a diretora.

 

COMÉRCIO

Patricia Boelitz é proprietária da Sorveteria Chantilly, que acabou tendo transtornos com a falta de luz que afetou a cidade. Patrícia contou que o prejuízo só não foi maior porque eles tem uma câmara fria que ajudou no congelamento dos sorvetes. “Ficamos com a produção parada o dia todo, e os sorvetes que tínhamos pronto tivemos que levar para nossa câmara fria para não descongelar. Sentimos que o fato afetou a nossa cidade, e ficamos pensando de certa forma se valeu a pena o que eles fizeram, já que sabemos que o valor dos fios furtados não se compara ao rombo que a Celesc e os munícipes tiveram”, falou Patrícia, expressando o sentimento dos comerciantes após o crime.

 

FURTO DE COBRE

A Polícia Militar de Rio Negrinho revelou que vem agindo de forma a inibir ações de furto de fiação de cobre no município. Recentemente, inclusive, um receptador do material foi detido pela corporação. O tenente PM Cleverson Kalil de Souza falou que a incidência dos furtos dessa natureza cresceram e que por isso a Polícia Militar está organizada para enfrentar os criminosos.

Sobre o fato em questão, o tenente explicou que o local isolado onde se localiza a Subestação da Celesc dificultou o flagrante da ação dos bandidos, mas que rondas constantes são realizadas nas imediações. Outro fator prejudicial no levantamento de informações sobre este caso é a ausência de câmeras de segurança que pudessem facilitar a identificação dos suspeitos.

A investigação fica agora a cargo da Polícia Civil.   

 

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