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08/03/2018

O Empoderamento da mulher perante a sociedade

Ana Paula Ribas fala sobre o seu dia a dia como uma policial mulher

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O Empoderamento da mulher perante a sociedade

Rio Negrinho

 

 

Natural de São Paulo Ana Paula Ribas trabalha há um como Agente de Polícia na Delegacia de Rio Negrinho, cursou faculdade de Direito em Ponta Grossa, onde conheceu o marido Gil Ribas, Delegado de Polícia na Comarca de Rio Negrinho. Ana Paula iniciou o processo para concurso público e passou entrando para a Polícia Civil. “Foi uma surpresa eu acabei me identificando e gosto muito do que faço, é uma profissão perigosa e arriscada mais eu senti que estou contribuindo bastante para a sociedade, tentando fazer a diferença”, relata Ana Paula.

 

 

 

Enquanto cursava a faculdade de Direito, Ana Paula fez alguns estágios, em escritórios de advocacias, passou na prova da Ordem dos Advogados do Brasil- OAB, continuou advogando mais um tempo. A agente também trabalhou como Juíza não togada no Juízo Especial Civil de Ponta Grossa e teve que deixar a cidade quando o marido passou no concurso em Papanduva. “Foi neste período que começou a estudar também para concurso público, e depois de um tempo acabei passando neste da polícia”, explica.

 

 

 

O trabalho como policial

Ana Paula explica que ser uma policial mulher é uma carga muito grande, uma responsabilidade e principalmente em ser mulher. “Infelizmente o mundo ainda vê a mulher como um ser humano mais frágil, muitas vezes os homens acabam não respeitando, e você precisa se impor, mas eu nunca tive duvida de que é minha vocação. Eu estou passando por alguns momentos difíceis porque faz apenas um ano que entrei para a carreira e muitas vezes acontecem alguns crimes com crianças, mulheres e isso afeta. Mas estou aprendendo a me blindar”, ressalta Ana Paula.

 

 

 

A policial passou por um curso de seis meses em Florianópolis e sua primeira lotação como agente foi em Rio Negrinho. Ana Paula frisou que é um sonho que se realiza e que não vê a polícia apenas como empunhar uma arma, fazer investigação, estourar uma porta, prender gente. Ela olha o lado social e que ela está conseguindo fazer de forma voluntária, quando ela entrou para a Polícia sempre quis participar preventivamente, poder orientar dizendo para a população que podem confiar na Polícia. “Infelizmente há tempos, a polícia tinha e passava uma imagem ruim e poder fazer parte desta mudança e como mulher tem sido gratificante. Quero que as pessoas tenham confiança e acreditem que podemos ajudar a comunidade com nosso trabalho”, frisa

 

 

 

O lado social

Dentro da profissão e em ser uma mulher, Ana Paula acredita que o lado social tem extrema importância para uma sociedade e hoje ela pratica essa ação com orgulho e prazer, participando de palestras em igrejas. No início da quaresma ela foi convidada para participar da celebração na igreja no bairro Bela Vista, ao começo da Campanha da Fraternidade que fala sobre a Fraternidade e Superação da Violência. “Me sinto extremamente honrada porque tenho contato com muitas pessoas que possivelmente não vão até a delegacia por poucas coisas, e sim caso aconteça algo mais grave. Então quando tenho a oportunidade de dar uma palestra e atingir um número muito grande de pessoas que podem ser ajudadas, orientadas falando com eles sobre a violência doméstica, abuso de menores, corrupção que nos dias de hoje se tornou muito grave. Muito crime acontece porque muitas pessoas não tem a condição de ter boa escola, bons médicos e acabam indo para um caminho errado porque o estado não pode dar o apoio que eles precisam. E muitas vezes isto acontece porque o dinheiro é desviado, a corrupção também mata”, enfatiza.

 

 

 

Estes temas só podem ser abordados de forma geral quando se tem muitas pessoas juntas, Ana Paula disse que desde o começo de sua trajetória pode se enveredar por este caminho onde os Delegados deram a oportunidade dela estar falando em nome das mulheres. A agente frisa os muitos casos da lei Maria da Penha, onde as mulheres vão até a delegacia contam suas histórias, choram e  como mulher Ana Paula acaba chorando junto ao ouvir os testemunhos. “Só nós mulheres sabemos o quão difícil é quando não estamos bem, nossas alterações hormonais e que isto é normal e que muitos homens não entendem, dizem que somos loucas. Mas este é o ciclo da mulher nós temos estas dificuldades e mesmo assim damos conta de trabalho, família, filhos e queremos ajudar o maior número de pessoas”, finaliza.

 

 

Mensagem para as mulheres

“Eu pensei muito o que seria o mais importante que pudesse falar, mas tenho que focar o papel do empoderamento da mulher, isso ainda precisa ser trabalhado e que a mulher tem um poder de fazer o que quiser. Se quiser ser uma profissional ela vai ser, se quiser ser uma excelente dona de casa, mãe, esposa. Tudo isto é poder da mulher, a questão da violência temos que dizer, denuncie, venha até a delegacia converse, você tem uma amiga aqui”, Ana Paula Ribas.

 

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